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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Integração das Mídias



Fazer a integração das mídias com o currículo é algo que deveria ser obrigatório nas escolas, em se tratando de século 21, era tecnológica ou do conhecimento, ou então, da comunicação. Os cursos de formação de professores deveriam nortear os currículos para uma formação voltada à tecnologia, preparando os futuros professores para um domínio das mesmas, afim de, proporcionarem aulas mais elaboradas e criativas e desta forma com maiores possibilidades de aprendizagem.


Neste momento em que estamos vivendo, temos que aprender a utilizar os recursos disponíveis na sala de aula e também na sociedade. Levar estas tecnologias para dentro dos muros escolares. Em vez de proibir o uso do celular, não seria mais relevante o professor e a escola encontrarem formas de agregar o mesmo às aulas, sendo esta uma forma de integrar mídias e currículo? No meu ponto de vista a escola está disposta a utilizar e integrar as mídias ao currículo e ao mesmo tempo parece que somente o computador é relevante. A utilização de todas as mídias disponíveis é importante.


Nas minhas experiências no laboratório da escola em que atuo todas as mídias, entre elas, rádio, câmera fotográfica, filmadora, projetor, DVD, kit de robótica, além do computador, atraem os estudantes e tornam a aula mais prazerosa. No que se refere ao aprendizado, penso que podemos trabalhar qualquer assunto utilizando mídias, basta adaptá-lo para aquele recurso. O grande problema ou “X” da questão está nesta adaptação que muitas vezes exige algo mais do professor, algo que ele não está acostumado a fazer ou até mesmo não sabe como fazer. Trabalhar com mídias integradas ao currículo dá trabalho e isto muitas vezes não dá prazer aos professores que preferem continuar fazendo o “feijão com arroz”.


Quem trabalha em laboratório de escola, já deve ter ouvido várias vezes de professores, “- coloca um joguinho pra minha turma e tá bom!”. Com tanta tecnologia disponível muitos preferem os joguinhos que geralmente atraem os alunos, mas, nem sempre agregam muito ao aprendizado. Gosto muito de sugerir trabalhos com áudio e vídeo aos professores. Este tipo de trabalho apresenta resultados incríveis. Alunos que muitas vezes não participam das aulas na sala convencional, quando chegam ao laboratório da escola mudam, apresentando ótimos resultados. Trabalhar com tecnologia exige muito dos professores, mas, ao mesmo tempo exige do aluno e desta forma as construções são significativas.


Uma maneira que favorece a integração das mídias com o currículo convencional, é o desenvolvimento de projetos. Trabalhar com projetos é muito interessante, exige a integração de toda a escola e os resultados geralmente são muito significativos. Apesar dos bons resultados, poucas escolas trabalham, preferem a educação segmentada, disciplina por disciplina, cada uma com seus horários cronometrados, alunos enfileirados, lembrando os meados da sua criação.


Cabe ressaltar, que os governos estão investindo tanto na formação profissional quanto na aquisição de equipamentos. Vários cursos estão disponíveis hoje para que professores possam se atualizar e/ou aprender como trabalhar com estas tecnologias. O que acontece muitas vezes é a desistência dos alunos destas formações, já que as mesmas exigem tempo e estudo. Alguns estados como o do Paraná investem muito em educação e tecnologia (O meu o RS investe muito pouco, quase nada), além do Ministério da Educação, através do Proinfo que aplica recursos nesta área, tanto na formação como na aquisição de equipamentos. Os recursos ainda são poucos, mas já o suficiente para realizarmos um bom trabalho.


Por fim, para que esta integração de currículo e mídias aconteça, como diz a música “depende de nós” professores que precisamos nos conscientizar da importância para o aluno e também para a sociedade o domínio destas ferramentas. Cabe a nós aprender e utilizar com nossos alunos as possibilidades que todas estas podem oferecer, a bem de uma educação de qualidade e com aprendizagem significativa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vídeo na educação



O uso de mídias na educação já vem sendo estudado e debatido a muito tempo. É muito tranquilo afirmar que ferramentas como vídeo, áudio, imagens e computadores estão para contribuir com o processo de construção do conhecimento. Penso que todo mundo sabe disto, o grande problema é utilizar estas ferramentas.

Apesar de cursos de capacitações – que são poucos - oferecidos a educadores, a grande maioria ainda tem muita dificuldade em manusear estas tecnologias. As razões para isto são as mais variadas, desde a falta de tempo ao não interesse nestas ferramentas.

Vivemos um momento de grandes transformações em todas as áreas do conhecimento. As possibilidades de busca por novas tecnologias são amplas. Na educação vários projetos estão sendo desenvolvidos e também vários recursos estão ocupando espaço nas salas de aula. Basta apenas alguns minutos para encontrarmos no Google uma porção de tópicos que trazem práticas que utilizam as tecnologias no processo educacional.

Nesta linha destaco a grande contribuição que os vídeos proporcionam para a educação. Desde a utilização de filmes nas aulas até o YouTube. Quando da utilização deste recurso na escola é visível o envolvimento e a motivação dos alunos em relação ao assunto trabalhado. O vídeo proporciona uma outra forma de compreender o que está sendo tratado, mais uma possibilidade de entendimento do assunto. Além disto, o vídeo oportuniza o aluno ver e rever quantas vezes forem necessário até que o assunto seja apreendido. Pensando nos estudos de Piaget, podemos comparar este assistir, parar, retroceder e avançar, a espiral do epistemologia genética: assimilação, acomodação e adaptação.

Além da possibilidade de assistir, também é muito relevante a possibilidade de construir os vídeos juntamente com os alunos. Tenho feito algumas experiências - (vídeo 1) (vídeo 2) - em sala de aula, e o retorno é muito satisfatório. O que as vezes parece ser algo fácil é ao mesmo tempo complexo. A necessidade de toda uma preparação antes da gravação do vídeo, faz com que o aluno estude o assunto. O vídeo é o resultado do que ele aprendeu, é uma forma de adaptação – Piaget - daquele conteúdo.

Pense nesta possibilidade e tente ao menos desenvolver um trabalho utilizando este recurso em sua aula. Para isto existem várias possibilidades, desde os editores de vídeos até os softwares que fazem a captura do que está sendo feito na tela do computador que você pode baixar da internet. Todas estas ferramentas em versões livres e pagas. Depois de encontrar o programa que você precisa, basta procurar no YouTube uma videoaula sobre o software e aprender a utilizá-lo, para então utilizar em suas aulas.

Se você se interessou pelo assunto, pode assistir a uma fala de um cidadão americano que começou fazendo algumas videoaulas para ensinar matemática aos seus sobrinhos e hoje é uma sensação na internet. Ele é Salman Khan, autor de mais de mil aulas. Sal como é chamado já foi elogiado por Bill Gates por ter ensinado seus filhos através de suas videoaulas sobre assuntos que eles não estavam conseguindo apreender na escola. Quer conhecer mais sobre este cidadão e o instituto que ele criou, acesse www.khanacademy.org e assista a uma aula.

Palestra que Salman Khan proferiu no TED (traduzida)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Integração das Mídias


Fazer a integração das mídias com o currículo é algo que deveria ser obrigatório nas escolas, em se tratando de século 21, era tecnológica ou do conhecimento, ou então, da comunicação. Os cursos de formação de professores deveriam nortear os currículos para uma formação voltada a tecnologia, preparando os futuros professores para um domínio das mesmas, afim de, proporcionarem aulas mais elaboradas e criativas e desta forma com maiores possibilidades de aprendizagem.

Neste momento em que estamos vivendo, temos que aprender a utilizar os recursos disponíveis na sala de aula e também na sociedade. Levar estas tecnologias para dentro dos muros escolares. Em vez de proibir o uso do celular, não seria mais relevante o professor e a escola encontrarem formas de agregar o mesmo às aulas, sendo esta uma forma de integrar mídias e currículo? No meu ponto de vista a escola está disposta a utilizar e integrar as mídias ao currículo e ao mesmo tempo parece que somente o computador é relevante. A utilização de todas as mídias disponíveis é importante.

Nas minhas experiências no laboratório da escola em que atuo todas as mídias, entre elas, rádio, câmera fotográfica, filmadora, projetor, dvd, kit de robótica, além do computador, atraem os estudantes e tornam a aula mais prazerosa. No que se refere ao aprendizado, penso que podemos trabalhar qualquer assunto utilizando mídias, basta adaptá-lo para aquele recurso. O grande problema ou “X” da questão está nesta adaptação que muitas vezes exige algo mais do professor, algo que ele não está acostumado a fazer. Trabalhar com mídias integradas ao currículo dá trabalho e isto muitas vezes não dá prazer aos professores que preferem continuar fazendo o “feijão com arroz” que estão acostumados.

Quem trabalha em laboratório de escola, já deve ter ouvido várias vezes de professores, “- coloca um joguinho pra minha turma e deu!”. Com tanta tecnologia disponível muitos preferem os joguinhos que geralmente atraem os alunos, mas, podem não estarem agregando muito ao aprendizado se não forem bem direcionados. Gosto muito de sugerir trabalhos com vídeo e áudio aos professores. Este tipo de trabalho apresenta resultados incríveis. Alunos que muitas vezes não participam das aulas na sala convencional, quando chegam ao laboratório da escola mudam, apresentando ótimos resultados. Trabalhar com tecnologia exige muito dos professores, mas, ao mesmo tempo exige do aluno também e desta forma se consegue grandes resultados.

Uma maneira que favorece a integração das mídias com o currículo convencional, é o desenvolvimento de projetos na escola. Trabalhar com projetos é muito interessante, exige a integração de toda a escola e os resultados geralmente são muito significativos. Apesar dos bons resultados, poucas escolas trabalham,preferem a educação segmentada, disciplina por disciplina, cada uma com seus horário cronometrado, alunos enfileirados, lembrando os meados da criação da escola.

Com esta necessidade de trabalharmos com mídias, integração com o currículo, enfim, com todas as tecnologias disponíveis na escola, cabe ressaltar, que os governos estão investindo tanto na formação profissional quanto na aquisição de equipamentos. Vários cursos estão disponíveis hoje para que professores possam se atualizar e/ou aprender como trabalhar com estas tecnologias. O que acontece muitas vezes é a desistência dos alunos destas formações, já que as mesmas exigem tempo e estudo. Cabe ressaltar também o estado do Paraná que investe muito em educação e tecnologia, além do Ministério da Educação, através do Proinfo que vem aplicando grandes recursos nesta área, tanto na formação como na aquisição de equipamentos.

Por fim, para que esta integração de currículo e mídias aconteça, como diz a música “depende de nós” professores que precisamos nos conscientizar que é importante para o aluno e também para a sociedade o domínio destas ferramentas. Vivemos um momento ímpar, no que se refere a tecnologias disponíveis e investimentos. Cabe a nós aprender e utilizar com nossos alunos as possibilidades que todas estas podem oferecer, a bem de uma educação de qualidade e com aprendizagem significativa.